O xifpópagos da estupidez

Se a parte da classe média que condenava Lula por ser um “analfabeto”, um grosseirão que carregava isopor de cerveja para a praia, que fazia festas juninas na Granja do Torto, tivesse alguma vergonha na cara estaria vermelha – mas que cor, hein? – ao ver o que a turma que levou ao governo anda fazendo.

Ontem, ao escrever que assistíamos “uma escatológica exposição do esgoto que foi levado ao Congresso pela eleição de Jair Bolsonaro“, ainda não tínhamos chegado ao fundo do poço.

Ou do esgoto, como seria mais preciso dizer.

A lavagem de roupa suja do bolsonarismo – roupa imunda, de novo, seria o mais descritivo – chegou ao ponto de acusações de prostituição, loucura serem distribuídas como canapés numa sala do Senado Federal.

A mídia, tão apreciadoras de baixarias, nem reproduziu as pio

Na Assembleia paulista, uma versão masculina e física deste tipo de “barraco” da turma dos apês chiques: um desqualificado, eleito pelo outrora endeusado MBL, xinga trabalhadores e , punhos cerrados como os de um boxeur, chama-os para uma briga física.

Está difícil romper-se a aliança “Bolsodória”, embora ambos esteja metidos numa disputa pré-eleitoral.

É que eles continuam unidos como se fossem xifópagos da estupidez.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

19 respostas

  1. Militares e PMs recebem aumentos e privilégios para reprimir os descontentes em defesa do capital. Judiciário, MP, PF recebem aumentos e privilégios para perseguir quem se opõe à submissão ao capital. Políticos recebem aumentos e privilégios para fazer e aplicar leis de interesse do capital. Igrejas e seus donos são favorecidos para alienar e manipular pessoas em favor dos “funcionários” do capital. E viva a elite do atraso!

    1. Se matar pobre diminuísse a pobreza, o Brasil já seria o país mais rico do mundo. 150.000 pobres mortos pela polícia em apenas dez anos. O único resultado visível de matar pobre é a sensação de vingança e o gosto de sangue na boca da classe média, um gosto de sangue herdado dos imemoriais ascendentes escravagistas. Os pobres vão continuar vivendo e se multiplicando, e algum dia vão entender que este país pertence também a eles.

    2. Se matar pobre diminuísse a pobreza, o Brasil já seria o país mais rico do mundo. 150.000 pobres mortos pela polícia em apenas dez anos. O único resultado visível de matar pobre é a sensação de vingança e o gosto de sangue na boca da classe média, um gosto de sangue herdado dos imemoriais ascendentes escravagistas. Os pobres vão continuar vivendo e se multiplicando, e algum dia vão entender que este país pertence também a eles.

  2. Trump sai e tudo deve voltar ao normal com Washigton intervindo na repressao. Ou sançoes contra gente do tipo Bolsonaro.
    E essa turminha esta agindo na base da porrada em todo pais. Em Belem um vereador do Psol foi agredido por outro do PSB que e aliado do PSDB no Para

  3. Senhor Fernando.O que eles mais desgostam,PEQUENOS BURGUESES,que o senhor e muitos outros,chamam de CLASSE MÉDIA,é afirmar que são MEROS PROTAGONISTAS DAS FESTAS NOS PALÁCIOS,onde somente entram,PELA PORTA DE SERVIÇOS.Ainda assim,continuam e continuarão,disputando AS GENITÁLIAS DOS RICOS,com seus dedos longos de PUXA SACOS,mesmo que essa ELITE,os tenha somente,como meros serviçais.O senhor MAIA,é um dos BALUARTES DESSA CLASSE.Então,tudo o que produzir,serão meros ressentimentos,em relação aos SEUS SENHORES.

    1. Pode ser um escroto mas a formaçao moral advinda da educaçao de mestres na infancia e na juventude de vez em quando aflora e ele tem ansia de vomito por atos q presencia

  4. Cinismo, hipocrisia, preconceito, arrogância, misticismo, engano, mentiras, falta de escrúpulos de qualquer narureza, alienação, ignorância e ódio: eis o coquetel tóxico que foi servido aos canalhinas e canalhões, machotes e madames, do nossa bruzundanga. “Meus inimigos estão no poder” e pouco ou nada fiz para evitar essa tragédia, vou carregar essa culpa até o derradeiro e último dia. Nada ficará, nem essa. minha indignação inútil e vazia. Me dói o corpo e mais ainda a alma. Sinto o vazio, preferiria a ausência do pensamento, existir como as pedras, nem uma palavra, nem um pensamento, que só podem se justificar com a presença e o acompanhar da ação. Mas nada, somos assistência, somos público, mas não somos cidadãos. Fomos rebaixados pela nossa ausência.

    1. Nos mais diversos espaços, você pode usar as suas palavras como ato de indignação. Pode ter certeza, elas são bem mais que “nada”.

      1. Sinceramente não sei. Sempre achei que a indignação ausente de ações é na prática e em seus resultados iguais a mais pura indiferença.

        1. Pra quem sabe usar as palavras, elas podem ser “ações” bem contundentes. E, acima de tudo, educativas. É o que mais precisamos.

  5. É, Fernando, tá cada vez mais difícil ouvir as notícias! As estultícies, idiotices,canalhices, boçalidades, abjeções e terraplaníces se multiplicam com mofo em pão velho. Como bactérias letais no nosso corpo, multiplicam-se e nós não temos forças sequer para levantarmos e tomarmos o remédio salvador. Falta um Povo acordar e lutar, ir às ruas e tirar na marra (sem violência) os Moros, os Dallangnois, os
    Sérgios, os Paludos, os secretários e ministros anencéfalos, os canalhas que assumiram o poder e agora estão espalhando os tentáculos pela máquina pública, como epidemia infernal, Desanima.

  6. Em 05/12/2019, o título desta matéria traz a expressão “xipófagos da estupidez”.
    No último parágrafo, escreve-se: “É que eles continuam unidos como se fossem xifópagos da estupidez”.
    O termo correto é “xifópago”, como escrito no último parágrafo, sendo conveniente corrigir este termo no título da matéria.
    Obs.: não precisa publicar o comentário, pois apenas se faz um alerta quanto a equívoco de redação.

      1. É como desinteria e disenteria, ou atazanar e atenazar, perfeitamente consagrados: chatear, aperrear, encher o saco, cutucar a onça com a vara curta, incomodar, espezinhar, abespinhar, azucrinar, amofinar e por aí vai.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *