Os generais do “zapzap”

Lauro Jardim, em O Globo, publica a foto que estaria sendo postada pelo general Carlos Alberto Santos Cruz em grupos de Wathsapp de militares de alta patente, ao lado do ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas.

É da evidente categoria do “ele me garante”, uma coisa triste e pueril, se considerado que ambos são homens que estiveram em passado recente nos mais altos postos das Forças Armadas.

Guerrilha de zapzap é o fim da picada.

Ainda mais com o seu comandante – é, lembrem que os senhores colocaram  aquele sujeito desclassificado na Presidência – dando força ao outro lado, como fez ontem na entrevista a Luciana Gimenez, candidata a “jabazeira” da reforma da Previdência, quando os mandou aprender a “engolir sapos”.

Pelo visto, vão ter de engolir um brejo inteiro, pois o guru do capitão não cessa de disparar.

Voltou a chamar Santos Cruz de “bostinha” que “não vale o que peida”. E que é um “bandidinho” que “inventa uma conspiração internacional e mobiliza o comando supremo das Forças Armadas” para encobrir suas ações na Secretaria de Governo do Planalto:

 Hoje compreendo que o Santos Cruz estava metido em tráfico de influência, tentando forçar o Ministério das Relações Exteriores a pagar convênios que o próprio presidente da República havia mandado suspender, e que favoreciam organizações notoriamente esquerdistas, inimigas do governo. 

A imagem que o Exército brasileiro reconstruiu a duras penas está sendo destroçada. Não é possível pedir a quem quer que seja que acredite que os senhores estão dispostos a deixarem se desmoralizar a este ponto apenas para continuarem aferrados a seus cargos.

O capitão que os senhores deveriam estar ouvindo, agora, não é o Bolsonaro, é o Nascimento: “pede pra sair”.

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