Protesto contra arbítrio judicial na mídia? Só contra a Justiça do Trabalho

justicapobre

Enfim, na grande imprensa, alguém se levanta para protestar contra  o fato de que os juízes acharem que  “não são obrigados a seguir a “literalidade” da lei”.

Ou seja, que estão livres para interpretá-la conforme sua “livre convicção”, para buscar a “vontade concreta da lei” a partir das “balizas constitucionais e legais”.

O título do artigo é duríssimo: “Juízes fora da lei”.

Você está pensando que é um protesto contra Rosa Weber dizer que não existem provas, mas a jurisprudência permite condenar José Dirceu? Ou contra a turma do MP da Lava Jato dizer que não tem provas mas tem convicções? Ou contra as “cognições sumárias” de Sérgio Moro.

Enganou-se.

O protesto é do guru econômico da Globo, Carlos Alberto Sardenberg, mas contra os juízes do trabalho, que definiram pontos em que, no entendimento deles, a reforma trabalhista de Michel Temer se confronta com  a Constituição e ou com princípios da Consolidação das Leis do Trabalho.

Ora, para defender direitos do trabalhador, é inadmissível a interpretação da lei pelos princípios da Justiça. Mas apenas contra ele. Ou será que Sardenberg diria isso da ação da Lava Jato:

“(…)trata-se de um tipo de ideologia que domina boa parte do Judiciário brasileiro. Pode ser assim resumida: o juiz não está lá para aplicar a lei, mas para fazer justiça. Pode parecer muito bonito, mas a ideia é falsa. A verdade é o contrário: fazer justiça é fazer respeitar a lei e os contratos. Não há como escapar disso sem gerar uma enorme insegurança, uma ampla fonte de injustiças e de autoritarismo.”

Mas, a levar-se a sério o que diz o sabe-tudo da Globo, como seria essa história de se condenar alguém pela propriedade de um apartamento que nunca esteve em seu nome? Ou porque teve a “intenção” de doar um prédio a um Instituto? Ou porque tem os recibos de que pagou um aluguel mas estes recibos, claro, têm de ser falsos, porque se está “convencido” que foi um empreiteira quem o deu?

A verdade é que a mídia brasileira é quem se arroga à condição de “fazedora de leis”, que são burocráticas e debilitam o país quando protegem os fracos contra os fortes mas, quando interessa, podem ser torcidas em nome do que o sistema considera “fazer justiça”.

Aliás, no fundo, o que eles gostariam mesmo é de acabar com a Justiça do Trabalho, a única que ainda tem alguma preocupação com o “povão”.

 

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5 respostas

  1. Nesse Brasil de podridão política, de falta de decoro e de decência, Sademberg junto com a turma da CBN e Globonews , jornal nacional e boa parte do ativismo judicial, deram uma imensa colaboração para tornar essa nação a escoria entre as nações ao ponto que nenhum líder mundial poem os pés aqui.

  2. as vezes fico pensando que eles (os políticos corruptos) não se deram conta de que no meio do caminho tinha os ressentidos por classe social lá de curitiba. e aí o tiro saiu pela culatra. E o objeto a ser esmagado no meio do caminho é o povo dócil, alegre (?) e conformado com a ausência de direitos. povo feliz na roda de samba com a ambev nas mãos. a possibilidade de nos livramos desta imoralidade patrocinada pelos bundinhas de curitiba é o despacho nacional e geral. só nos resta rodar a baiana. quando será?

  3. Sarnentoberger e a Miriam Pig, dois JAGUNÇOS GLOBAIS que $ão porta-vozes da $abedoria da elite escravocrata brasileira e falam para um povo como se este fosse um ETERNO IMBECIL !!! Mas tem o lado positivo desta soberba…Quanto mais “eles se acham” …mais o Povo “não acha eles”…isto é INEVITÁVEL!!!

  4. Carlos Alberto Sardenberg é parte da escória do jornalismo. Não tem capacidade intelectual para argumentar sobre qualquer coisa de mediana complexidade. Não passa de um lambe-botas, que apenas assina o que os patrões dele querem ver publicado em seus jornais.

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