Trump volta a ser ‘azarão’ para a presidência

Quem quiser entender o surto de moderação do presidente norte-americano nos últimos dias – inclusive com a demissão do belicista John Bolton, secretário de Defesa – deve olhar os números da pesquisas divulgada hoje pelo The Washington Post, realizada em parceria com a rede de televisão ABC.

Donald Trump perde em todos os cenários de disputa com os pré-candidatos do Partido Democrata e com uma diferença enorme entre ele e os dois principais postulantes da oposição (veja o gráfico). Certo que as eleições norte-americanas não são diretas, mas por um complicado sistema de colégio eleitoral por estados. Mas os 2% de votos populares de desvantagem, que lhe ainda lhe permitiram vencer entre os delegados estaduais já foram, na história, a maior diferença registrada entre o sufrágio direto e o indireto.

Dez pontos, em princípio, é uma diferença insuperável, mesmo para quem tem fama de cavalo azarão. O presidente, agora, não é a novidade de 2016.

Com um perigo adicional para Trump: ele chega aos 40% entre os eleitores registrados porque a economia é bem avaliada por dois em cada três eleitores e, entre estes, o republicano tem 63% das preferências, enquanto Joe Biden tem 36%. Mas entre os que acham que a economia vai mal, Biden tem estrondosos 86%.

Ou seja, uma piora na economia, em razão da guerra comercial com a China, poderia ser a pá de cal nas esperanças de reeleição de Trump no ano que vem.

E deixaria a fritar hambúrgueres quem se pendurou no governante norte-americano por estas bandas tropicais.

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12 respostas

  1. Mas o sistema de eleições dos EUA é diferente, volta e meia o candidato eleito não é o que tinha a preferência da maioria da população. Parece-me que no caso do Trump também foi assim, se a contagem fosse como no Brasil, ele não teria sido eleito.

    1. Ele ganha nos estados onde até Stálin ganharia a eleição se fosse o candidato do Partido Republicano e vai pau-a-pau nos estados industriais decadentes – tradicionalmente democratas – porque cumpriu a promessa de aumentar o imposto de importação de produtos chineses. É bom ter cuidado com essas pesquisas, não refletem a realidade do colégio eleitoral.

  2. A esperança mundial é que esse LOUCO não seja reeleito. Já basta o que o mundo viveu perigosamente nos últimos 3 anos….

    1. Temos aí um nó complicado, pois, se a louca cadeiruda sanguinária de olhar lancinante, a menina de ouro da indústria armamentista tivesse sido eleita, provavelmente, neste momento, haveria uma guerra maior que os conflitos localizados dos últimos anos e, quem sabe, estaríamos à beira de um conflito nuclear. O louco não é melhor, mas, nesse aspecto, mostrou-se menos perigoso, a despeito de Bolton e outras aberrações, como Mike Pompeo. Há que estabelecer aqui a diferença entre o doido e a psicopata. Nós temos a medida do que significa ter um psicopata à frente da nação.

  3. Ate la temos q aguentar o coaf vasculhando a vida de todos no Brasil. Com a derrota de Trump os cagoes.com.br somem do mapa

  4. Ate la temos q aguentar o coaf vasculhando a vida de todos no Brasil. Com a derrota de Trump os cagoes.com.br somem do mapa

  5. Eu sei que não vai acontecer, mas ia ser bem engraçado ver o Bozo puxar o saco do Sanders, socialista declarado…

  6. Nem é preciso uma piora da economia para enterrar o Trump, basta convidar o Cachorro Louco para participar da campanha…

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