Virou rotina: outra segunda-feira desastrosa no mercado

Hoje é a 3ª segunda-feira consecutiva em que o mercado financeiro rolará ladeira abaixo.

O premarket da bolsa de Nova York foi interrompido ao cair os 5% estabelecidos como limite no índice Dow Jones para a interrupção dos negócios e o S&P 500 futuro (mais amplo que o DJ, que tem apenas 30 grandes empresas) cai, neste momento, 6,3%, malgrado já estivesse na sexta-feira nos piores valores desde a crise de 2008.

Atribui-se a isso o bloqueio, liderado pelo Partido Democrata no Senado norte-americano, do pacote de ajuda financeira de 1,8 trilhão e dólares às empresas, sob a crítica de que ele não protegia os trabalhadores atingidos pela paralisação da economia.

Mas há, também o fato e que os moneymakers de Nova York estarem, eles próprios, vendo da janela de seus escritórios a cidade esvaziar-se, parar, transformada em um dos maiores epicentros da epidemia, com 17 mil casos de coronavírus, ou 5% de tudo o que se registrou até agora no mundo, como destaca o The New York Times.

Por aqui, é provável que a Bolsa de Valores de São Paulo, cada vez mais um cercadinho de especulação de curtíssimo prazo – o day trade tomou o lugar do overnight – perca, durante o pregão, a marca de 60 mil pontos., o que não acontece desde 2016.

(atualização: os mercados futuros nos Estados Unidos passaram a levemente positivos com o anúncio de nova injeção e dinheiro pelo Federal Reserve, o Banco Central dos EUA)

No pacote do governo há coisa necessária, há coisas inúteis e há as perversas. Depois, dando tempo, tento analisar.

Mas o mais importante é que há pouco ou nenhum dinheiro novo e, entre as maldades, a mais grave é a suspensão do contrato de trabalho por quatro meses SEM a obrigatoriedade de qualquer tipo de pagamento, o que é pior que a demissão, pois nem as indenizações legais (aviso prévio, FGTS, multa) o trabalhador receberá.

Sem sindicato, sem greve e sem defesa: ou assina e fica sem renda ou não assina e rua…

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6 respostas

  1. Já vi as bolsas. Tudo caindo muito. O capitalismo está muito decrépito, ele não consegue lidar com uma epidemia. Estamos caminhando para o desastre humanitário e econômico.

    1. O capitalismo prioriza a obtenção de lucros, o que leva as empresas a tomarem riscos vistos como razoáveis pelos controladores. Como, por exemplo, trabalhar sem as reservas necessárias para suportar uma crise, já que dinheiro parado é visto como prejuízo.

      Quando uma empresa sem reservas — ou, pior ainda, com dívidas onde o pagamento dos juros só é possível se a empresa estiver funcionando a contento — encontra uma crise, ela vai quebrar a não ser que receba ajuda externa.

  2. Muitos desses que ficarão sem salários, (caso a MP passe sem vetos), votaram no FILHO DA PUTA DESCARADO : O BOLSOBOSTA.

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