Segunda-feira sangrenta no mercado

O aumento do número de casos de coronavírus na Europa, levando o continente a iniciar pela Itália uma série de bloqueios na circulação de pessoas já faria, por si só, acontecer uma queda violenta nos mercados financeiros.

Mas a decisão da Arábia Saudita de “torrar” petróleo muito abaixo dos preços mundiais – num confronto com a Rússia, outro grande exportador – jogou gasolina na fogueira, provocando uma queda no preço da commodity energética, com uma queda, agora de 22% e arrastando as empresas petroleira a um patamar ainda mais baixo do que tinham ante a provável redução da demanda normal pela interrupção de viagens e de transporte de mercadorias.

Todas as companhias de petróleo estão caindo perto de 10% pelo muno e as ligadas a exploração de shale oil, o petróleo de xisto, o trunfo norte-americano, caem mais e 20% nas negociações do premarket dos EUA que, como um todo, cai perto de 5%. As bolsas europeias, em meio ao caos, baixam 7% neste momento.

As ações da Petrobras, que caíram quase 10% na sexta, devem abrir o dia repetindo a dose, empurrando o índice Bovespa para perto dos 90 mil pontos, a cotação que tinha ao final do governo Temer.

Será, como diz o equilibrado jornalista econômico José Paulo Kupfer, no UOL, uma “segunda-feira sangrenta” para o capital.

O dólar deve abrir acima de R$ 4,75, esperando o leilão do Banco Central para cair , depois, voltar a subir.

A crise, que muitos subestimaram, está apenas começando.

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19 respostas

  1. O choque do COVID-19 apenas explicita as fragilidades camufladas do sistema adormecidas, ao longo da ilusão da euforia.

  2. Em 2014/15 a Arábia Saudita fez a mesma coisa. Quebrou a Venezuela, deu uma grande ajuda ao golpe no Brasil e mais algumas peripécias mundo afora. Nos últimos seis meses os gringos tiraram bilhões do Brasil e agora acontece isto. E ainda tem gente que acha graça quando se fala em conspiração.

  3. Em 2014/15 a Arábia Saudita fez a mesma coisa. Quebrou a Venezuela, deu uma grande ajuda ao golpe no Brasil e mais algumas peripécias mundo afora. Nos últimos seis meses os gringos tiraram bilhões do Brasil e agora acontece isto. E ainda tem gente que acha graça quando se fala em conspiração.

  4. João Amoedo diz que não se arrepende de ter votado em Bolsonaro. Não existe atestado de insegurança e hesitação maior do que este.

  5. Enquanto isso,nós no 50° sub-solo da economía ,nos esforçamos para pagar nossas contas em dia.
    O spc está aí pra nos punir,porque a economía do mundo ,depende que nós paguemos nossas contas pontualmente.(ironía).
    Capitalismo,globalismo,o poder na mão de poucos e o sacrifício no lombo da maioría ,por culpa dessa maioría.

  6. Caro Fernando, não seria a resistência da Rússia à redução da produção de petróleo a razão dessa queda? Informações há de que a Arábia Saudita é que deseja o corte na produção, para beneficiar o preço do “shale” norte americano, com o que a Rússia não concorda.

    1. Enquanto isso, Risco Bolsonaro/Guedes tem alta, com ações do governo Pixotada ON e Presepada PN em altas recordes.

    2. Enquanto isso, Risco Bolsonaro/Guedes tem alta, com ações do governo Pixotada ON e Presepada PN em altas recordes.

  7. O choque do COVID-19 apenas explicita as fragilidades camufladas do sistema adormecidas, ao longo da ilusão da euforia.

  8. Segundo a Globo, a maior exigência dos estadunidenses para o Bolsonaro seria que ele garanta que o Brasil não vai adotar a tecnologia 5G da China nas telecomunicações, e que espere para adotar uma tecnologia que estariam a desenvolver e que poderia substituí-la, quando e como ninguém sabe. Ou seja, querem a garantia de que o Brasil opte pelo atraso caro e subserviente, e não pelo maior avanço tecnológico, bom e barato.

  9. Se tivéssemos um mercado interno forte, estas lambanças não nos atingiriam em quase nada, mas como a maioria do povo está vendendo o almoço pra comprar o jantar, então está instalada a crise.

  10. Dólar abriu a R$ 4,77. Grandes quebras são esperadas na indústria americana do fracking — só lá que praticamente existe tais empreendimentos. São empresas que têm um rombo total na praça de quase US$ 300 bi, que depois de mais de uma década em operação, até hoje não apresentaram lucros, mas dependem de investimentos elevados permanentes para manter a produção em nível constante.
    Antes desta queda dos preços do petróleo, em declarações recentes na imprensa, investidores e financiadores condicionaram novas aplicações e finaciamentos a balanços lucrativos. Se isto não era alcançado quando o petróleo andava na casa dos cem o barril, não será abaixo de quarenta que os lucros virão. A quebradeira generalizada em breve será anunciada, o que vai arrastar a bolsa ainda mais abaixo com o estouro de mais uma bolha.
    Acompanhe o dossiê do fracking neste endereço ? https://www.desmogblog.com/finances-fracking-shale-industry-drills-more-debt-profit

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